Dois dias de pouca história, o de ontem e hoje. Ontem terminei o Caminho Novo na parte da manhã em Diamantina e parti direto rumo à Chapada da Diamantina. Muito alcatrão, rectas a perder de vista, as únicas curvas que fui encontrando foram as de altitude.
Parei em Janaúba para dormir, sai para jantar e quando voltei tive um "déja vu" parecia que estava na Playa del Carmen, o som da noite chegava de tal forma ao meu quarto, que dormir só mesmo com tampões.
Hoje sai cedo para uma maratona de quase 900kms de paisagem na sua maioria muito monótona, até Lençóis na Chapada Diamantina, quase nem tirei fotos.
Amanhã vou começar a explorar a Chapada Diamantina
Sonntag, 12. Juni 2011
Freitag, 10. Juni 2011
Ipoema - São Gonçalo do Rio das Pedras
Ontem dormi em Ipoema, numa Pousada que pertence a dois irmãos bem simpáticos e com os quais aprendi uma série de coisas a respeito do Brasil. A conselho de um deles decidi fazer um pequeno desvio do percurso para passar pela cachoeira alta e pelo Morro Redondo. A cachoeira não valeu a pena, talvez no Verão quando tiver mais agua.
Já a subida ao Morro Redondo valeu cada gota de suor. Uma panorâmica excelente.
Hoje foram 9 horas de condução para percorrer 94kms em voo de pássaro, o último troço de 30kms foi o pior de todo o percurso, estão a começar a asfaltar a Estrada Real a partir de São Gonçalo do Rio das Pedras, foram 30kms de pó por vezes tão denso que não se via um palmo à frente do nariz.
O Caminho Novo
Agora que cheguei ao fim do Caminho Velho vou continuar pelo Caminho Novo.
O Caminho Novo começa no Parque Estadual do Itacolomi, em Ouro Preto. A unidade de conservação abriga o imponente Pico do Itacolomi, de 1.772 m de altitude, antigo ponto de referência e orientação para viajantes da Estrada Real. Seu nome, de origem tupi, significa “pedra menina”. Os índios o viam como o “filhote” da montanha ou “pedra mãe”.
Sobre Ouro Preto:
Não se sabe ao certo quem descobriu a primeira pedrinha de ouro. Corria algum dia entre 1693 e 1698. Provavelmente a expedição era comandada por Duarte Lopes. Naqueles idos bandeirantes serpenteavam as montanhas de Minas em busca da lendária Serra de Sabarabuçu, relatada pelos índios. Eram homens rudes, pois as adversidades assim exigiam, mas não perdiam a sensibilidade para reconhecer o fausto. Tanto é assim que o anônimo descobridor decerto ficou curioso com as pedrinhas escuras encontradas, enquanto escarafunchava o rio Tripuí (água veloz, em tupi). Ouro negro, eclipse de um sol de mais puro quilate, encoberto por uma camada fina de óxido de ferro.
A amostra chegou ao Rio de Janeiro, aos olhos do governador, que já havia recebido outras anteriores das minas de Itaverava. Constatado seu valor deu-se início à corrida. A fábula povoou a imaginação de aventureiros, que se introduziram nas matas num sobe e desce em busca de uma referência para a glória, um pico chamado Ita-corumi (pedra-menino), hoje Itacolomi. Aos seus pés estavam as tão sonhadas minas.
Não gostei de Ouro Preto, é turística demais para o meu gosto. Nos locais mais turísticos, praças etc... Estão cheias de pessoal que se diz de "informador turístico", de dossier na mão e tudo, que tenta o tempo todo levar-nos para alguma pousada, hotel, etc...
Como não me senti bem na cidade, saí direto direção a Mariana, apesar desta se encontrar perto, demorei montes de tempo para lá chegar. Os "quebra molas" na BR fazem com que os camiões praticamente estacionem na estrada, com o transito intenso em sentido contrário e as malas, é bastante difícil ultrapassar e os camionistas também não facilitam.
Entrei em pista logo a seguir a Mariana, que por sinal é uma vila bem feia, pista bastante larga e sem transito, só a aderência e as curvas limitavam a velocidade.
A paisagem não para de surpreender e a flora também, é uma verdadeira delicia fazer esta estrada nos troços sem asfalto "recomendo!"
Um almoço à mineira
Eu ontem escrevi sobre a "pista do comboio" mas era ao lado, hoje sim. fiz a pista do comboio, lembrei-me do nosso amigo Zinga, é pena que não esteja aqui com a sua Mimosa, ia gostar de certeza.
A seguir subi a serra por um enorme eucaliptal
e desci pela autoestrada :-)
O Caminho Novo começa no Parque Estadual do Itacolomi, em Ouro Preto. A unidade de conservação abriga o imponente Pico do Itacolomi, de 1.772 m de altitude, antigo ponto de referência e orientação para viajantes da Estrada Real. Seu nome, de origem tupi, significa “pedra menina”. Os índios o viam como o “filhote” da montanha ou “pedra mãe”.
Sobre Ouro Preto:
Não se sabe ao certo quem descobriu a primeira pedrinha de ouro. Corria algum dia entre 1693 e 1698. Provavelmente a expedição era comandada por Duarte Lopes. Naqueles idos bandeirantes serpenteavam as montanhas de Minas em busca da lendária Serra de Sabarabuçu, relatada pelos índios. Eram homens rudes, pois as adversidades assim exigiam, mas não perdiam a sensibilidade para reconhecer o fausto. Tanto é assim que o anônimo descobridor decerto ficou curioso com as pedrinhas escuras encontradas, enquanto escarafunchava o rio Tripuí (água veloz, em tupi). Ouro negro, eclipse de um sol de mais puro quilate, encoberto por uma camada fina de óxido de ferro.
A amostra chegou ao Rio de Janeiro, aos olhos do governador, que já havia recebido outras anteriores das minas de Itaverava. Constatado seu valor deu-se início à corrida. A fábula povoou a imaginação de aventureiros, que se introduziram nas matas num sobe e desce em busca de uma referência para a glória, um pico chamado Ita-corumi (pedra-menino), hoje Itacolomi. Aos seus pés estavam as tão sonhadas minas.
Não gostei de Ouro Preto, é turística demais para o meu gosto. Nos locais mais turísticos, praças etc... Estão cheias de pessoal que se diz de "informador turístico", de dossier na mão e tudo, que tenta o tempo todo levar-nos para alguma pousada, hotel, etc...
Como não me senti bem na cidade, saí direto direção a Mariana, apesar desta se encontrar perto, demorei montes de tempo para lá chegar. Os "quebra molas" na BR fazem com que os camiões praticamente estacionem na estrada, com o transito intenso em sentido contrário e as malas, é bastante difícil ultrapassar e os camionistas também não facilitam.
Entrei em pista logo a seguir a Mariana, que por sinal é uma vila bem feia, pista bastante larga e sem transito, só a aderência e as curvas limitavam a velocidade.
A paisagem não para de surpreender e a flora também, é uma verdadeira delicia fazer esta estrada nos troços sem asfalto "recomendo!"
Um almoço à mineira
Eu ontem escrevi sobre a "pista do comboio" mas era ao lado, hoje sim. fiz a pista do comboio, lembrei-me do nosso amigo Zinga, é pena que não esteja aqui com a sua Mimosa, ia gostar de certeza.
A seguir subi a serra por um enorme eucaliptal
e desci pela autoestrada :-)
Mittwoch, 8. Juni 2011
De Tiradentes a Ouro Preto
Ontem começaram as baixas, numas das paragens esqueci-me de colocar os cadeados numa das malas, quando dei por isso, muitos kms mais tarde, ainda encontrei um pendurado no pacsafe.
posteriormente, passou a ser conhecido como Arraial Velho, para diferencia-lo do Arraial Novo do Rio das Mortes, a atual São José o del Rei. Em 1718 o arraial foi elevado a vila, com o nome de São José, em homenagem ao príncipe D. José, Futuro rei de Portugal, passando em 1860, à categoria de cidade. Durante todo o século XVIII, a Vila de São José viveu da exploração de ouro e foi um dos importantes centros produtores de Minas Gerais.
No fim do século XIX os republicanos redescobrem a esquecida terra de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes", fazem uma visita cívica à casa do vigário Toledo, onde se tramou a Inconfidência Mineira. Mas foi o inflamado Silva Jardim que, de passagem por São José, sugere em seu discurso que o nome da cidade fosse trocado para o do herói, em lugar de um rei português. Com a proclamação da republica, por decreto de numero 3 do governo provisório do estado, datado de 06 de dezembro de 1889, recebe a cidade o atual nome "Cidade e Município de Tiradentes". Após longos anos de esquecimento, o conjunto arquitetónico da cidade foi tombado pelo então Serviço do património Historico e Artistico Nacional (SPHAN), em 20 de abril de 1938, tendo sido, por isso, conversado quase intacto.
Hoje foi mais um grande dia de TT, os pneus só viram o asfalto pouco antes de Ouro Preto e só devido à avançada hora do dia.
As pista começa logo na saída de Tiradentes, sobe-se a serra com curvas apertadas e barro escorregadio, por sorte não choveu nos últimos dias, caso contrário seria forçado a voltar para trás.
A seguir passei pelo Alentejo de Minas Gerais, abre cancela, fecha cancela, abre cancela, fecha ... a um ritmo muito maior do que se está habituado no Alentejo. Abrir e fechar cancelas por vezes de 200 em 200 metros é cansativo e a partir da décima deixa de ter piada, principalmente quando estão no meio de uma descida de inclinação acentuada e a cancela não se segura aberta para poder-mos passar. Muitas das cancelas nem se encontram trancadas, é só mesmo por inercia que elas fecham, essas, quando abrem para o lado certo dá para empurrar com a roda da frente e passar sem desmontar.
Sobre Tiradentes:
A Cidade de Tiradentes foi fundada por volta de 1702, quando os paulistas descobriram ouro nas encostas da Serra de São José, dando origem a um arraial batizado com o nome de Santo António do Rio das Mortes. O arraialposteriormente, passou a ser conhecido como Arraial Velho, para diferencia-lo do Arraial Novo do Rio das Mortes, a atual São José o del Rei. Em 1718 o arraial foi elevado a vila, com o nome de São José, em homenagem ao príncipe D. José, Futuro rei de Portugal, passando em 1860, à categoria de cidade. Durante todo o século XVIII, a Vila de São José viveu da exploração de ouro e foi um dos importantes centros produtores de Minas Gerais.
No fim do século XIX os republicanos redescobrem a esquecida terra de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes", fazem uma visita cívica à casa do vigário Toledo, onde se tramou a Inconfidência Mineira. Mas foi o inflamado Silva Jardim que, de passagem por São José, sugere em seu discurso que o nome da cidade fosse trocado para o do herói, em lugar de um rei português. Com a proclamação da republica, por decreto de numero 3 do governo provisório do estado, datado de 06 de dezembro de 1889, recebe a cidade o atual nome "Cidade e Município de Tiradentes". Após longos anos de esquecimento, o conjunto arquitetónico da cidade foi tombado pelo então Serviço do património Historico e Artistico Nacional (SPHAN), em 20 de abril de 1938, tendo sido, por isso, conversado quase intacto.
Hoje foi mais um grande dia de TT, os pneus só viram o asfalto pouco antes de Ouro Preto e só devido à avançada hora do dia.
As pista começa logo na saída de Tiradentes, sobe-se a serra com curvas apertadas e barro escorregadio, por sorte não choveu nos últimos dias, caso contrário seria forçado a voltar para trás.
A seguir passei pelo Alentejo de Minas Gerais, abre cancela, fecha cancela, abre cancela, fecha ... a um ritmo muito maior do que se está habituado no Alentejo. Abrir e fechar cancelas por vezes de 200 em 200 metros é cansativo e a partir da décima deixa de ter piada, principalmente quando estão no meio de uma descida de inclinação acentuada e a cancela não se segura aberta para poder-mos passar. Muitas das cancelas nem se encontram trancadas, é só mesmo por inercia que elas fecham, essas, quando abrem para o lado certo dá para empurrar com a roda da frente e passar sem desmontar.
Dienstag, 7. Juni 2011
De Baepenti a Tiradentes
Hoje acordei mais tarde do que previsto, após uma noite muito tranquila e fria. Com o frio nem dá vontade de levantar. Sai do asfalto poucos kms após a partida, mas a trilha estava cortada e tive de dar meia volta.
Uma igreja que podia estar numa povoação portuguesa.
O primeiro contacto com os famosos "Mata burros", eu diria - E não só! Imaginem fazer esta pista de noite e por razões de segurança circulam pelo meio da via.
Ao longo da Estrada Real vão aparecendo estes marcos, subsidiados pelas mais diversas entidades, Ma$tercard, C0ca C0la, ... cada marco tem informações sobre a história da ER nas proximidades do mesmo.
Mais uma igreja
Uma subida sobre a laje
Mais um "Mata Burros" este nem é tão critico porque as barras se encontram na transversal, mas o buraco no meio têm quase todos.
Este é um bom exemplar logo a seguir à curva, para dizer a verdade é muito raro eles serem facilmente visíveis como no primeiro exemplo. Quem por hábito conduz sentado só vai ver metade deles quando a roda da frente já estiver em cima do dito. Por vezes estes "Mata burros" sucedem-se a cada 500m ou até menos.
Uma balsa interessante, ou seja, tirem-se as rodas da frente a um trator, substituam o eixo de trás por um tubo de aço de 8 metros e coloquem nas extremidades umas tábuas a fazer de pás. Aquilo chapinha mais do que empurra, mas funciona! Ah e tive uma sorte do caraças só há dois por dia e cheguei lá 2 minutos antes da partida!
Lá vai a balsa de volta
Pista do comboio onde apanhei um susto no inicio, por se ter acendido a luz de reserva, no meio do nada não tem lá muita piada. Fiz mais de 200kms TT sem praticamente ver uma alma, bombas de gasolina ainda menos claro.
Uma igreja que podia estar numa povoação portuguesa.
O primeiro contacto com os famosos "Mata burros", eu diria - E não só! Imaginem fazer esta pista de noite e por razões de segurança circulam pelo meio da via.
Ao longo da Estrada Real vão aparecendo estes marcos, subsidiados pelas mais diversas entidades, Ma$tercard, C0ca C0la, ... cada marco tem informações sobre a história da ER nas proximidades do mesmo.
Mais uma igreja
Uma subida sobre a laje
Mais um "Mata Burros" este nem é tão critico porque as barras se encontram na transversal, mas o buraco no meio têm quase todos.
Este é um bom exemplar logo a seguir à curva, para dizer a verdade é muito raro eles serem facilmente visíveis como no primeiro exemplo. Quem por hábito conduz sentado só vai ver metade deles quando a roda da frente já estiver em cima do dito. Por vezes estes "Mata burros" sucedem-se a cada 500m ou até menos.
Uma balsa interessante, ou seja, tirem-se as rodas da frente a um trator, substituam o eixo de trás por um tubo de aço de 8 metros e coloquem nas extremidades umas tábuas a fazer de pás. Aquilo chapinha mais do que empurra, mas funciona! Ah e tive uma sorte do caraças só há dois por dia e cheguei lá 2 minutos antes da partida!
Lá vai a balsa de volta
Pista do comboio onde apanhei um susto no inicio, por se ter acendido a luz de reserva, no meio do nada não tem lá muita piada. Fiz mais de 200kms TT sem praticamente ver uma alma, bombas de gasolina ainda menos claro.
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